Diversidade: quem procura, acha

Uma série de fatores estão contribuindo que cada vez mais empresas estabeleçam metas relacionadas à ampliação da diversidade no seu quadro de colaboradores e colaboradoras: mulheres para a liderança, profissionais negros, pessoas com deficiência, profissionais LGBTQIAP+, entre outros grupos atravessados por outros marcadores sociais. Se a diversidade deve estar na agenda como um fator estratégico para as organizações, logo, nada mais lógico do que definir para aonde queremos chegar, medir e gerenciar tais avanços. Afinal, como é comum ouvir dentro das organizações: o que não se mede, não se gerencia.

Se não restam mais dúvidas sobre como a diversidade e inclusão geram inovação e resultados positivos para as empresas e sobre a capacidade de atrair e manter relações saudáveis com talentos que buscam mais do que um salário atraente, as perguntas que envolvem os “comos” e os “quandos” acerca da ampliação da diversidade e da promoção da inclusão ainda desafiam a grande maioria das organizações. 

Nesse contexto, há quem diga que não existem candidatos com deficiência qualificados ou, até mesmo, dispostos a trabalhar, profissionais negros que falem inglês ou que há uma quantidade escassa de mulheres em determinadas áreas. Será mesmo?

Substituir a postura de “não existe” para o “quem procura, acha” parece um exercício simples e pouco efetivo, afinal, não existem respostas simples, para questões complexas. Mas, essa é uma abordagem que possibilita exercitar o nosso olhar para vencer o paradigma de “candidato ideal” que ainda contribui para perpetuar desigualdades e afastar as organizações da promoção da diversidade, equidade e inclusão.

Encontrar candidatos exige um novo modelo mental, onde as pessoas responsáveis por conduzir processos seletivos inclusivos precisam rever constantemente suas próprias lentes e entender que as nossas bolhas que estão inseridas não conseguem contemplar a diversidade do mundo. Se essas pessoas existem, mas foram historicamente invisibilizadas, o nosso desafio, e compromisso, é encontrá-las.

É desafiador, mas um desafio possível. Muitos ainda têm receio de tentar. Mas, felizmente, existem muitos que decidiram arregaçar as mangas e fazer. Em qual dos grupos você deseja estar?Quer saber mais como promover processos seletivos inclusivos e estabelecer metas de diversidade na sua organização? Escreve para gente no contato@institutoab.com !

Publicado por por Amanda Brito

Administradora e Especialista em Gestão Empresarial e em Educação, atua há mais de dez anos conduzindo processos de Gestão Estratégica de Pessoas, Gestão de Carreira e Desenvolvimento Humano, além de já ter coordenado grupos de trabalho sobre Equidade em ambientes corporativos. Apaixonada por transformação de pessoas, possui formação em Coaching Executivo e Life Coaching, em curso credenciado pelo ICF, e em Practitioner em PNL. Também ministra palestras e tem experiência facilitando processos em Grupos. Baiana radicada no Rio, e viajante nas horas vagas, seus pés não sabem andar nem ficar quietos.

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