Junho é o Mês do Orgulho LGBTQIAP+. E, neste momento, e ao longo de todo ano, onde estão as pessoas com deficiência?
Antes de respondermos essa pergunta, é importante resgatarmos que o surgimento simbólico do movimento LGBTQIAP+ se deu no bar Stonewall Inn, onde era corriqueiro batidas policiais e cenas de discriminação. Os confrontos levaram à maior articulação das pessoas LGBTI+, que naquele momento reivindicavam, sobretudo, direito à visibilidade.
O dia 28 de junho ficou marcado como o estopim da revolta, depois de uma lésbica ter sofrido agressão por um policial. Infelizmente, no Brasil a situação também não era diferente. Desde então, a luta da comunidade contra a discriminação e invisibilidade tem sido cada vez maior. Mas, será que todas as pessoas estão efetivamente incluídas nesse movimento?
É preciso reconhecer os recortes que existem dentro da comunidade e falar sobre a sua diversidade, não apenas no âmbito da sexualidade, mas também mostrar que estamos falando sobre pessoas negras, indígenas, idosas e com deficiência.
Quanto às relações afetivas, corpos com deficiência são geralmente entendidos como não sexuais ou infantis . Consequentemente, a vida afetiva e social é desconsiderada, e a deficiência deixa de ser uma característica individual, passando a ser vista exclusivamente como um diagnóstico.
Por isso, é necessário pensar no conceito de interseccionalidade de modo que a comunidade não seja retratada de maneira, mas que o debate promova visibilidade e espaço para indivíduos que unifiquem essas características em si.
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