Outubro Rosa e a prevenção para mulheres com deficiência

Que o mês de outubro é dedicado às campanhas de conscientização sobre o câncer de mama, ‘Outubro Rosa’, nós já sabemos. 

Mas, será que esse grande trabalho de conscientização chega igualmente a todas as mulheres, incluindo as mulheres com deficiência?

O fato é que a falta de representatividade e a dificuldade para acesso a direitos, incluindo à saúde, é uma das faces da desigualdade que afeta as mulheres com deficiência.

No Brasil, em 2020, foram 17.825 mortes e a mulher com deficiência tem as mesmas chances de ter câncer de mama. Entretanto, falta informação, médicos e equipes preparadas para o atendimento, comunicação acessível e, principalmente, equipamentos, tecnologias e salas de exames acessíveis e adequadas. 

Muito embora a Lei Brasileira de Inclusão – LBI assegure à pessoa com deficiência o direito à igualdade de oportunidades com as demais pessoas, sem que ela sofra qualquer discriminação e no artigo 18 prever que é assegurada atenção integral à saúde da pessoa com deficiência em todos os níveis de complexidade, por intermédio do SUS, garantido acesso universal e igualitário, tanto o sistema público de saúde quanto o privado, ainda apresenta lacunas significativas para garantir que as mulheres com deficiência tenham acesso à prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama e outros tipos como colo do útero, ovário e vagina. A consequência é uma maior dificuldade de iniciar um tratamento adequado no estágio inicial da doença, visto que um em cada três casos de câncer pode ser curado se for descoberto logo no início. 

Romper o ciclo de invisibilidade que afeta as mulheres com deficiência, é um pré-requisito fundamental para que possamos garantir um desenvolvimento sustentável que não deixa ninguém para trás, conforme orienta a Agenda 2030 da ONU, sobretudo através terceiro Objetivo do Desenvolvimento Sustentável da ONU fala justamente de assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar da sociedade. Mas é grande o número de mulheres sem acesso à saúde e à informação. 

Quer saber mais sobre como sua organização pode impulsionar a representatividade de mulheres com deficiência? O Instituto AB pode te ajudar! Escreve para gente no contato@institutoab.com !

Publicado por por Amanda Brito

Administradora e Especialista em Gestão Empresarial e em Educação, atua há mais de dez anos conduzindo processos de Gestão Estratégica de Pessoas, Gestão de Carreira e Desenvolvimento Humano, além de já ter coordenado grupos de trabalho sobre Equidade em ambientes corporativos. Apaixonada por transformação de pessoas, possui formação em Coaching Executivo e Life Coaching, em curso credenciado pelo ICF, e em Practitioner em PNL. Também ministra palestras e tem experiência facilitando processos em Grupos. Baiana radicada no Rio, e viajante nas horas vagas, seus pés não sabem andar nem ficar quietos.

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