A História do Brasil é marcada pela discriminação, exclusão e uma forte desigualdade social e econômica. Mas, como esse contexto impacta a vida de pessoas negras com deficiência nos dias atuais?
Para compreendermos melhor esse contexto, precisamos entender que as opressões de gênero e raça são ainda mais profundas para pessoas negras com deficiência. Isso porque a interseccionalidade, que é a interação entre dois ou mais marcadores sociais de diferença, potencializa a discriminação, a exclusão e a redução de oportunidades.
No Brasil, de acordo com o Movimento Vidas Negras com Deficiência Importam (VNDI), apenas 0,6% das pessoas negras com deficiência conseguem acessar o Ensino Superior em universidades públicas do país.
Considerando o fato de que o percentual de pessoas com deficiência no mercado de trabalho é baixíssimo, quando fazemos recorte de raça, a participação de pessoas negras com deficiência nesse mercado fica ainda mais escassa. Esse cenário fica ainda mais cruel quando consideramos o recorte de gênero: enquanto as mulheres negras com deficiência são as mais afetadas pelo desemprego, com taxa de 13,4%, para os homens negros com deficiência esse número é de 8%.
Consequentemente, elas são mais propensas a se engajarem em trabalhos precários, mal remunerados ou a estarem desempregadas.
Além dos obstáculos para ter acesso e a permanência no mercado de trabalho, a disparidade salarial e a falta de acessibilidade, em todas suas dimensões, ainda é uma realidade que essas pessoas enfrentam.
Transformar essa responsabilidade é uma responsabilidade de todos nós e demanda iniciativas que sejam estratégicas, reais e sustentáveis.
Quer saber mais como acelerar a inclusão produtiva de profissionais com deficiência? Escreve para gente no contato@institutoab.com !
